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  • January 6, 2026

A Reforma Tributária já começou: o que muda agora na prática para as empresas

Reforma

A Reforma Tributária deixou de ser um tema futuro e já entrou em fase prática de implementação. Com a promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023 e a edição da Lei Complementar nº 214/2025, o Brasil iniciou oficialmente a transição para um novo modelo de tributação sobre bens e serviços. 

Para muitas empresas, a sensação ainda é de que “nada mudou”. Mas isso é um equívoco perigoso. O movimento já começou, principalmente no campo regulatório, tecnológico e operacional. Quem não se preparar agora vai sentir o impacto mais à frente. 

Continue a leitura e veja de forma direta o que já mudou, o que começa a mudar em 2026 e o que as empresas precisam fazer desde já. 

A Reforma Tributária como mudança estrutural e não apenas fiscal 

Historicamente, as empresas brasileiras se adaptaram a mudanças tributárias ajustando alíquotas, criando exceções e convivendo com regras fragmentadas. A Reforma Tributária rompe com esse padrão. 

O que está em curso é uma mudança estrutural que envolve: 

  • Nova lógica de incidência (tributação no destino) 
  • Novo conceito de crédito (crédito financeiro amplo) 
  • Novo papel dos documentos fiscais eletrônicos 
  • Forte dependência de dados, cadastros e tecnologia 
  • Integração inédita entre fiscos e sistemas 

Na prática, isso desloca o eixo do problema tributário: 

o risco deixa de estar apenas no cálculo e passa a estar no dado. 

O novo modelo do consumo: o desenho já está dado 

O modelo instituído pela EC 132 e regulamentado pela LC 214 estabelece três tributos centrais: 

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) 
    Substitui ICMS e ISS, com arrecadação compartilhada entre Estados e Municípios, administração centralizada e tributação no destino. 
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) 
    Substitui PIS e Cofins, com lógica de IVA federal, não cumulatividade plena e integração com o IBS. 
  • Imposto Seletivo (IS) 
    Incide de forma específica sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. 

O desenho normativo já está definido. O desafio não é mais “entender a lei”, mas traduzir a lei em operação diária. 

O que já mudou na prática e por que isso importa 

1. A legislação já orienta atos concretos do Fisco 

A Reforma deixou de ser diretriz e passou a ser referência normativa ativa. Isso significa que: 

  • Regulamentos, notas técnicas e sistemas já estão alinhados ao novo modelo 
  • O Fisco já está exigindo adequações, ainda que em ambiente de transição 
  • O argumento de “ainda não está valendo” perdeu força técnica 

Empresas que ignoram esse cenário assumem riscos silenciosos. 

2. Documentos fiscais eletrônicos se tornaram o ponto mais sensível 

No novo modelo, os documentos fiscais são a base da apuração. Não como hoje, em que eles alimentam declarações, mas como fonte primária do cálculo do tributo. 

Isso trouxe mudanças profundas: 

  • Novos campos para IBS, CBS e IS 
  • Classificação tributária padronizada via cClassTrib 
  • Regras de validação mais rígidas 
  • Menor tolerância a inconsistências cadastrais 

Consequência direta: 
o erro fiscal nasce na emissão da nota, não mais na apuração mensal. 

3. A qualidade dos dados virou fator crítico de compliance 

No sistema anterior, muitas distorções eram “corrigidas” na apuração. No novo modelo, isso deixa de ser possível. 

Agora, ganham peso: 

  • Cadastro correto de produtos e serviços 
  • Vínculo preciso entre operação, classificação tributária e local de incidência 
  • Consistência entre áreas fiscal, contábil, comercial e tecnologia 

A empresa que não controla seus dados fiscais perde: 

  • Crédito 
  • Previsibilidade 
  • Segurança jurídica 

4. A apuração assistida muda o papel do contribuinte 

A Reforma fortalece o conceito de apuração assistida, na qual o Fisco consolida informações a partir dos documentos fiscais. 

Isso não reduz responsabilidade, muda o tipo de responsabilidade: 

  • Menos espaço para ajustes manuais 
  • Mais dependência de dados corretos na origem 
  • Maior transparência e rastreabilidade 

O compliance deixa de ser reativo e passa a ser preventivo e sistêmico. 

Planejamento tributário: menos exceção, mais engenharia operacional 

Outro ponto crítico é o impacto no planejamento tributário. 

Com: 

  • Tributação no destino 
  • Crédito financeiro amplo 
  • Redução da relevância de incentivos clássicos 

O planejamento baseado apenas em economia fiscal tende a perder eficácia. Em seu lugar, ganham importância: 

  • Eficiência logística 
  • Estrutura operacional 
  • Gestão de crédito 
  • Organização da cadeia de suprimentos 

Planejar tributos passa a ser planejar o negócio. 

O maior erro deste momento: tratar a Reforma como “algo do futuro” 

O período atual é o mais estratégico de todo o processo. Não porque tudo já mudou, mas porque é agora que as bases estão sendo construídas. 

Empresas que estão avançadas: 

  • Já revisaram cadastros e classificações 
  • Já ajustaram ERPs e motores fiscais 
  • Já testaram novos layouts de DF-e 
  • Já capacitaram equipes multidisciplinares 

Empresas que postergam tendem a enfrentar: 

  • Rejeições de documentos fiscais 
  • Perda de créditos 
  • Retrabalho operacional 
  • Riscos fiscais crescentes ao longo da transição 

O que precisa estar na agenda das empresas agora 

Alguns temas deixaram de ser estratégicos e passaram a ser obrigatórios: 

  1. Diagnóstico de impacto da Reforma no negócio 
  1. Revisão profunda de cadastros fiscais 
  1. Avaliação tecnológica (ERP, fiscal, integração) 
  1. Alinhamento entre fiscal, contábil, jurídico e TI 
  1. Acompanhamento contínuo de normas e notas técnicas 

A Reforma Tributária exige governança tributária, não apenas conhecimento da lei. 

A Reforma Tributária já começou e está em plena execução. O que está em jogo neste momento não é apenas cumprir a lei, mas construir resiliência fiscal e operacional para os próximos anos. 

Quem trata a transição como um projeto estratégico ganha controle, previsibilidade e competitividade. Quem ignora os sinais tende a pagar essa conta depois, com juros, retrabalho e risco. 

A Reforma não pergunta se a empresa está pronta. 

Ela simplesmente avança. 

A pergunta certa é: sua empresa está acompanhando esse movimento ou ficando para trás? 

Como a Invent pode ajudar sua empresa agora 

A transição da Reforma Tributária não é apenas fiscal: é tecnológica, operacional e estratégica. É exatamente nesse ponto que a Invent atua. 

A Invent apoia empresas em: 

  • Diagnóstico de impacto da Reforma Tributária 
  • Revisão e saneamento de cadastros fiscais 
  • Adequação de ERPs e sistemas fiscais aos novos layouts e regras 
  • Governança de dados fiscais e compliance preventivo 
  • Preparação para apuração assistida de IBS e CBS 

Se a sua empresa ainda está tentando entender por onde começar, o melhor momento para agir é agora. 

Fale com a Invent e descubra como transformar a Reforma Tributária em um processo controlado, seguro e estratégico, em vez de um risco operacional. 

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