
A Reforma Tributária está avançando com mudanças práticas na forma como as empresas vão emitir documentos fiscais, calcular tributos e comprovar operações. Além da legislação, com a nova nota fiscal, o que começa a aparecer com força são os novos layouts, regras e serviços oficiais que vão sustentar CBS, IBS e Imposto Seletivo na rotina fiscal.
Na prática, quando falamos em “nova nota fiscal” nesse contexto, estamos falando de uma evolução dos documentos eletrônicos (como NF-e/NFC-e e NFS-e) para comportar as informações e eventos ligados aos novos tributos, com testes, ajustes e mudanças previstas ao longo do caminho (inclusive porque os sistemas e atos ainda estão em construção).
A seguir, você vai ver o que muda na prática na NF-e e na NFS-e, quais pontos mais exigem atenção em cadastros, regras e integrações, e um roteiro objetivo para preparar fiscal, TI e financeiro para essa transição com mais previsibilidade.
Por que isso importa agora
Porque o modelo passa a depender mais de:
- dados corretos na emissão (campos/estruturas novas),
- eventos e registros adicionais (quando aplicável),
- e do uso de ferramentas oficiais (como serviços do Portal RTC e o motor oficial de cálculo).
E tudo isso precisa conversar com ERP, mensageria, integrações, cadastros e rotinas de conferência.
O que muda na NF-e com a Reforma Tributária
A Nota Técnica da NF-e para RTC traz, além de adequações de layout, novos tipos de eventos vinculados a crédito/controle no contexto da reforma, e recomendações operacionais importantes, por exemplo, a orientação de não enviar eventos em lote para evitar dificuldade operacional e perda de controle em caso de rejeição dentro do lote.
O que isso sinaliza para as empresas (TI + Fiscal):
- Revisar integrações de eventos da NF-e (envio, retorno, controle de rejeições, rastreabilidade por evento).
- Ajustar rotinas para tratar evento “um a um”, com trilha e conciliação — especialmente em cenários de alto volume.
- Reforçar governança de cadastros e parametrizações: quando o documento exige mais informação, o “cadastro ruim” vira erro em produção.

Imagem ilustrativa, valores e exemplos apresentados são fictícios e usados apenas para fins didáticos.
O que muda na NFS-e: novos grupos e valores de IBS/CBS
Na NFS-e, as Notas Técnicas do novo layout detalham campos e grupos específicos de IBS/CBS, incluindo informações de valores e alíquotas por UF, município e esfera federal (CBS), além de elementos relacionados a deduções/reduções de base em hipóteses previstas (ex.: locação/cessão/arrendamento de imóveis e serviços médicos, quando aplicável).
Na prática, isso exige:
- Mapear onde essas informações vão nascer (cadastro? regra fiscal? contrato? item/serviço? município de incidência?).
- Garantir consistência entre emissão, apuração e conciliação.
- Ter trilha de auditoria: “de onde veio o número que foi para a nota?”
O ecossistema oficial da Reforma Tributária: Portal, Apuração Assistida e motor de cálculo
Além do layout do documento, a RTC está sendo operacionalizada por serviços e ferramentas.
O Manual RTC descreve, por exemplo:
- serviços para controle de acesso e autorizações,
- e o acesso a funcionalidades como Apuração Assistida de CBS (inicialmente disponível no começo de 2026), com outras consultas previstas para etapas futuras.
Outro ponto-chave é a Calculadora de Tributos, descrita como o motor oficial de cálculo, incorporando regras e parâmetros normativos (LC 214/2025 e notas técnicas pactuadas), com código-fonte aberto, possibilidade de execução local e sem telemetria/transmissão automática quando rodando fora do ambiente da Administração Tributária.
O que isso muda para a empresa:
- A conferência deixa de ser só “bater imposto por fora”: passa a ser validar regra, parâmetro e dado.
- O time precisa organizar um ciclo contínuo de: layout → regra → teste → monitoramento (porque mudanças são previstas).
Checklist direto: como se preparar sem travar a operação
Aqui vai um roteiro objetivo para organizar o trabalho:
- Inventário de emissão
- Quais documentos você emite (NF-e, NFC-e, NFS-e etc.)?
- Em quais operações o impacto é maior (B2B, B2C, serviços, varejo, interestadual)?
- Mapa de dados
- Quais novos campos/grupos exigem informação que hoje você não guarda?
- Quem é o “dono do dado” (Fiscal, Comercial, Contratos, Cadastro, TI)?
- Eventos e rastreabilidade
- Onde entram eventos novos e como você vai controlar retorno/rejeição e vínculo com a operação?
- Estratégia de testes
- Montar ambiente, cenários e massa de dados.
- Testar não só “autoriza ou não autoriza”, mas: cálculo, arredondamento, exceções e conciliações.
- Governança
- Mudanças vão acontecer: defina processo de atualização de regras/layout e “go-live controlado”.
Como transformar complexidade em clareza, controle e segurança
É aqui que tecnologia bem implementada faz diferença.
O papel das soluções da Invent é apoiar a empresa em três frentes:
- Clareza: organizar informação fiscal e operacional em uma base confiável (cadastro + regras + evidências), para a nota sair certa e ser explicável.
- Controle: monitorar emissão, retornos, rejeições, eventos e conciliações — reduzindo “surpresas” no fechamento.
- Segurança: criar trilha, padronização e governança para acompanhar atualizações de layout e regras, com menos improviso.
Para transformar clareza, controle e segurança em rotina, a Invent combina uma camada fiscal especialista com recursos de simulação e validação, ajudando a empresa a sair do modo “correção manual” e operar com mais previsibilidade durante a transição.
Suíte fiscal da Invent Software: emissão, validação e rastreabilidade no dia a dia
A suíte fiscal apoia a operação fiscal em três pontos críticos para o período de mudanças:
- Validações antes do envio: checagens de consistência de cadastro, regras e dados obrigatórios para reduzir rejeições e correções manuais.
- Gestão e monitoramento da emissão: acompanhamento de retornos, rejeições, contingências e eventos, com visão operacional para o time não descobrir problemas só no fechamento.
- Trilha e evidências: rastreabilidade do que foi calculado, qual regra foi aplicada e qual informação alimentou o documento, apoiando governança e auditoria.
Simulador: impacto e tomada de decisão com base em cenários
Além de emitir, as empresas precisam enxergar impacto. O Simulador entra para apoiar decisões e preparação, permitindo:
- Simular cenários de tributação e regras (por tipo de operação, produto/serviço e parâmetros fiscais), antes de levar a mudança para produção.
- Comparar cenários e entender efeito em margens e precificação, reduzindo decisões no escuro.
- Apoiar testes de transição: usar a simulação como etapa formal de homologação, com evidência do resultado e alinhamento entre fiscal, TI e financeiro.
Na prática, isso ajuda a empresa a evoluir do “apaga-incêndio” para um processo mais estruturado: primeiro valida e simula, depois emite e monitora, com rastreabilidade para explicar o resultado.
Em outras palavras: enquanto a Roforma Tributária evolui (layouts, eventos, serviços e motor oficial), a empresa precisa de um jeito consistente de operacionalizar, conferir e auditar, sem perder ritmo.
Se você quer entender quais documentos serão impactados no seu caso, quais dados faltam hoje e como montar um plano de adequação sem travar a operação, fale com a Invent.
Fale com nosso time para mapear impactos, integrações, testes e governança de transição, e transformar esse período em um projeto com visibilidade e controle.



